sexta-feira, 13 de junho de 2008

"Globalização: Perversidade e Fábula" (Milton Santos)


A globalização...

Me lembro de ter que escrever sobre ela na minha 7ª série, minha professora não havia explicado tão bem, portanto meu conceito era infantil e equivocado. Minha resposta não foi aceita, e eu fiquei de recuparação em Geografia. Bom, depois no ensino médio também não me foi apresentada essa tal de Globalização, na qual eu já estava inserido desde de nascido, mas que ignorava como todas aquelas leis da físico-química-matemática.
O mais triste é que ela não me era apresentada como uma coisa ruim, como uma forma especializada de exploração através da técnica e do capital. Era como tantos outros conceitos demostrados nas ciências humanas: uma abstração, uma entidade acima de todos nós e nunca apalpável. Dessa forma castravam toda e qualquer forma de pensamento crítico de minha mente e de todas as possíveis mentes de meus colegas.
Milton Santos nos demostra que existem três mundos dentro do nosso planetinha, o mundo que nos fazem ver (Globalização como fábula), o mundo como é (Globalização como perversidade) e o mundo como pode ser (uma outra Globalização). Bom, muitos de nós vão nascer, crescer e morrer vendo apenas a fábula (o grande espetáculo da Globalização) e acreditar que vivemos em um mundo unificado, em uma autêntica aldeia global. Essas pessoas são levadas a acreditar nessa fantasia pelos meios de comunicação, pois, diferentemente, de uma "aldeia comum" as informações não chegam do nosso vizinho, mas vem de muito longe. Passam no meio do caminho por redações, edições e programações, ficando "pasteurizadas" por assim dizer (são eliminadas todas as formas de crítica à perversidade da Globalização). Lênin colocou o Imperialismo como fase-superior do capitalismo, e podemos admitir, conjuntamente, que a Globalização é filha predileta do Imperialismo, visto que ela não ameniza as diferenças regionas geradas pelo Imperialismo dos séculos XIX e XX e as dissimula, levando as populações pobres do terceiro mundo (por mais que me digam que este termo é antiquado depois da queda do socialismo real eu penso que seja o termo mais correto para se aplicar aos países sub-desenvolvidos) a acreditar que estão inseridas na fábula do mundo "desenvolvido".
A classe dos remediados e a classe alta nos países pobres ficam maravilhadas e entorpecidas pela fantasia de apreender as migalhas das sociedades "evoluídas", como Marx havia dito: "A religião é o ópio do povo", reformulando-se essa denúncia, no alvorecer do século XXI, "os Meios de Comunicação Social acabam por tranformar-se em ópio do povo".

Na proxima postagem continuaremos discutindo a Globalização e os problemas por ela gerados e mascarados.

Abraços a todos! Um outro mundo é possível!

Um comentário:

Camila Alves disse...

Olá, cheguei ao seu blog devido à necessidade de fazer uma resenha sobre os maus e bons aspectos da globalização. Parabéns!

@eumeassusto